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Maia é favorito na disputa da Câmara?! Puxemos a capivara do bom moço.

Jéssica Polese

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1º de fevereiro de 2019 os deputados vão escolher o próximo presidente da Câmara. Até o momento, sete candidatos se apresentaram para a disputa, mas o atual ocupante do posto, Rodrigo Maia (DEM/RJ), desponta como favorito. Se for novamente presidente da Câmara, o parlamentar será recordista de tempo consecutivo de permanência no posto.

Até sexta-feira (23/11) foram anunciados:

Alceu Moreira (MDB-RS) – no 3º mandato, Presidente do partido no Rio Grande do Sul, integra a bancada ruralista.

Fábio Ramalho (MDB-MG) – Vice-presidente da Câmara, faz parte da coligação com o PT em Minas.

João Campos (PRB-GO) – Pastor ligado à Igreja Universal e delegado de polícia, representa a “bancada da bíblia”.

João Henrique Caldas (PSB-AL) – Conhecido pela sigla JHC, vai exercer o terceiro mandato consecutivo na Câmara, filho do ex-deputado João Caldas da Silva, condenado por envolvimento com a máfia dos sanguessugas.

Capitão Augusto (PR-SP) – Policial militar da “bancada da bala”, eleito para o segundo mandato.

Fernando Giacobo (PR-PR) – Primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara, vai para o quinto mandato.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) – Presidente da Câmara, mantém vínculos com a esquerda parlamentar.

Vamos recordar:

– Maia aparece em inquérito que levanta suspeitas sobre sua relação com empreiteira acusada de integrar cartel;

– ‘Favores políticos’ para OAS;

– R$ 1 milhão foi o valor solicitado por Rodrigo Maia a Léo Pinheiro, segundo relatório da PF;

– Para Odebrecht, Maia era ‘Botafogo’;

– R$ 600 mil em doações da empreiteira, segundo Cláudio Melo Filho, entre 2010 e 2013.

Dra Jessica Polese

Médica e ativista política

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Jéssica Polese

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Economia

Dr Jessica Polese adverte: Só reforma da previdência não vai salvar o Brasil

Dani Schwery

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Preocupada com a situação do país há anos, quando começou a atuar em causas políticas, Dra Jéssica Polese observa que muitas boas mudanças aconteceram nos últimos anos, a população se tornou mais consciente de que deve se envolver mais nas decisões que são tomadas pelos governos que vão influenciar suas vidas, mas acredita que estejamos dando muita atenção apenas há um item: a Reforma da Previdência.

Hoje, é quase unânime que as regras da previdência devem ser mudadas, contudo, o problema imediato do Brasil não será resolvido por ela, com o desemprego crescendo e chegando quase à casa dos 14 milhões.

Se a reforma, que vai ser dura por conta do atraso na sua manutenção e das desigualdades existentes, for a mais satisfatória possível ainda levará décadas para que sintamos seus efeitos, nenhuma consequência dela será a curto prazo. O “mercado” pode até ter uma melhora imediata mas, pela sua volatilidade, será algo pontual e de curta duração, pois o setor produtivo, aquele que realmente gera riquezas, não será afetado tão cedo.

O que sugere a Dra Jessica é que outras reformas devam estar “correndo” em paralelo, em especial a reforma tributária, essa que sim pode influenciar na geração de empregos à curto/médio prazo. Com a diminuição da carga tributária haverá mais estímulos aos empresários em contratar ou mesmo aqueles que ainda vão empreender. Como no caso da previdência, mesmo que a tributária seja a mais satisfatória possível levará um tempo até que as empresas cessem as demissões, comecem aproveitar os ainda empregados e parcialmente ociosos, para mais tarde começarem as contratações.

Não é possível que fiquemos esperando que a reforma da previdência chegue ao final, isso se chegar, e o projeto ainda deve ser avaliado também no senado, para só então tratar de outros assuntos também prioritários. Nós temos 513 deputados e 81 senadores, é gente demais, será que não conseguem estudar mais de um projeto por vez?” pergunta Dra Jessica.

Os projetos quando estão tramitando no congresso, seja na Câmara ou Senado, tem de passar por comissões, como a de Constituição de Justiça, de Orçamento, dentre outras, para avaliação da legalidade jurídica e da viabilidade financeira, por exemplo; essas comissões tem em média 10% dos membros de casa em que está, ou seja, a maioria dos deputados ou senadores estão ociosos nessa questão.

“Mesmo se tivéssemos menos, talvez metade, dos deputados e senadores, ainda assim já seria gente suficiente. Eles poderiam, por exemplo, parar de trabalharem apenas de terça à quinta, as vezes menos que isso, e permanecer em Brasília a semana toda para que as coisas andem mais rápido por lá, talvez com mais tempo lá eles possam ‘articular’ melhor'”, brinca ela.

Polese foi uma das que há muito tempo levantou a bandeira pelo fim dos impostos indiretos já na ocasião das manifestações dos caminhoneiros em 2018, o que resolveria parte do problema dos preços dos combustíveis que acaba refletindo em todos os outros produtos.

O governo achou que seria mais fácil aprovar a reforma, não contava que o corpo mole do congresso seria um corpo duro, no sentido de dificultar, em vez de ser propositivo. Agora que já viu que não conseguirá fazê-lo no primeiro semestre tem de começar a batalhar em outros campos, como a reforma tributária, nos projetos contra a corrupção. Podemos deixar os radares e tomadas para outro dia.” encerra ela.

*Dra Jessica Polese é Médica Pneumologista, especialista em Medicina do Sono, professora na Universidade Federal do Espírito Santo, escritora, ativista política e cidadã.

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Judiciário

Alcolumbre: Investigado no STF, presidente do Senado é barreira contra Lava Toga e impeachment de ministros

Ronaldo Marcos

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O presidente do Senado Davi Alcolumbre, afirmou hoje que com ele na cadeira pedido de impeachment de ministros do Supremo não vão prosperar. Saibam, Alcolumbre tem dois inquéritos no STF, que investigam possíveis crimes ocorridos durante a campanha eleitoral de 2014, quando ele se elegeu senador.

Alcolumbre [investigado no STF] arquivou o pedido de abertura da chamada CPI Lava Toga, que pretende investigar ações de tribunais superiores, depois da pressão de ministros do STF para senadores retirarem seus nomes da lista. Alcolumbre [investigado no STF] não deixou a possibilidade que o senador Alessandro Vieira, autor do pedido e que denunciou a pressão de ministros, coletasse novas assinaturas.

Veira não se deu por vencido, conseguiu mais assinatura, com sobras, e fará um novo pedido, que Alcolumbre [investigado no STF] já afirmou não “deixará ir a frente”, como não deixará ir também pedidos de impeachment de ministros, como os que tem sido protocolados contra Gilmar Medes, depois de sua descompostura com membros do Ministério Público, das possíveis ligações com membros do PSDB paulista condenados por corrupção e que deu liminares em favor, e da “canetada” ao saber da investigação da Receita Federal.

Alcolumbre [investigado no STF], como Rodrigo Maia, foi um dos apoiados pelo governo Bolsonaro, que baseou sua campanha falando em “Nova Política” e agora veem a “Velha Política” dominando o congresso, como já faziam antes.

Fonte: O Divergente

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